Estradas
21 Julho, 2009
“Há quem considere as rodovias pela circulação que nelas existe; outros as consideram como obra de engenharia e pelos materiais que entram em sua construção; e há quem nelas veja apenas o número de kilometros que alcançam. Quanto a mim, sem menosprezar a impotância desses fatores, vejo nas estradas como a vida e animação de minha terra, e apraz me considera-las em seu valor humano.
“Sobre os caminhos que temos construido e estamos construindo correm os ideais, os pensamentos e as ilusões de um povo inteiro.
“sobre essas estradas surge a civilização presente, brotando da civilização passada, para passar a civilização futura.
autor: James rolph son
texto extraido do livro Km O ; do autor Moacir Silva

Belo Horizonte
8 Dezembro, 2008



“Um curral Del Rey de belos horizontes” , esplendorosa imagem que se avista.
Girando pelos aclives e declives desta cidade notasse que todo o planejamento feito para uma cultura elitista hoje esta sendo sufocada pela urbanística de ruas largas e congestionadas com calçadas sujas e vazias, criando sua memória atual de muita história perdida.
Meio ao sufoco mudanças nas obras públicas da prefeitura da cidade nitidamente beneficiam a maioria, incentivando os cidadãos a conhecerem sua cidade. Ajuando a brotar exemplos de humanidade.

Observar
18 Novembro, 2008
O objetivo da viagem pelo litoral norte até a região dos lagos do estado do Rio de Janeiro fez parte da continuidade do projeto de educação ambiental exigido pelo IBAMA como medida compensatória pelo licenciamento ambiental do campo de Polvo, sob coordenção da Abaeté-estudos socioambientais. Foram realizadas reuniões com os grupos de alunos da oficina de cinema ambiental Humano Mar em nove cidades das dez que recebem o projeto.
Sete de novembro de dois mil e oito, eram onze e quarenta da noite quando brindamos a chegada a Grussaí. Após uma bela peixada seguimos pela avenida beira mar até quando a estrada é desviada por dunas de areia, levando a serena Atafona (veja o filme: Lembra-te do dia de sábado). A garoa caía quando saimos do carro para avistar da praia as ruínas devoradas pelo mar, impressionante!! esta é a palavra. Na manhã do dia oito vendo esta pacata cidade e seus simples cidadãos na velocidade média da bicicleta, tornasse nitido que o tempo é outro por aqui. Essa afirmação se aviva quando a beira mar se vê uma cidade em ruinas na velocidade das ondas que ao bater na areia soa como uma escavadeira remoendo a terra e seus entulhos.
Agora é noite em Atafona, à luz de velas nobres degustam uma bebida dgina, aos ouvidos permutas de conhecimento dosadas de simples percepção do mundo em sua relação primeira. Uma relação com o tempo, formando a memória que fica(rá).
O universo estava em um casco de tartaruga.
O dia nove começa abafado, na rádio a Educativa em um dia de ressaca e pela frente alguns quilômetros até Barra do Itabapoana. Distrito estagnado, bêbado, sem rumo e incoberto pela incerteza. O dia continuou abafado e a chuva da noite aumentou o bafo. O quarto de hotel quente tira da cama e faz o dia dez começar cedo.
Não demorou e já observava quilômetros se passando até Macaé, cidade no vapor do “progresso” calcada na econômia do petróleo, dando atenção a beleza e esquecendo que precisará de sustento. A noite foi de caminhada em busca de cozinha, de barriga vazia e com o exercicio em dia, a noite foi de sono pesado lembrando a picanha na chapa das cinco da tarde.
Café da manhã do dia onze no “Cris Kelly” hotel, a simpatia da garçonete encobria o fraco café que ameniza a solitaria formada pela caminhada da noite anterior. Mais uma vez estrada, destino Rio das Ostras, passavam do meio dia quando andavamos pela cidade voltada para a cultura automobilística esquecendo das necessidades humanas para o desenvolvimento do tecido urbano. Cidade sufocada que respira a beira mar.
Errando o caminho para Búzios (veja o filme: Geribabel o filme) ás seis e meia da tarde sentisse o glamour da cidade, em rápida passagem pouco vimos da cidade e suas ruas de pedra para poucos. Lombadas eletrônicas controlam o caminho de volta a Rio das Ostras. Noite para relatar o vivido ao som do mar que acalma o quarto da pousada Virgem.
O dia doze começa com preguiça embalada pelo som das ondas e um visual relaxado pela verdejante mata emoldurada pelas janelas. O tarde calma conduz para um encontro de política firme modificada na continuidade até as vinte quatro horas da costa azul em uma mesa com bancos rústicos se faz política ao som do violão acompahando a voz do dono do bar que se dependesse da sua contoria ja teria fechado. Joana é a praia de onde brevemente avistamos as luzes da região dos lagos, curto intervalo até o sono virgem.
Dia treze começa com sol fraco, rápida passagem pelo centro sufocante de Rio das Ostras e já dirigia sentido sul para Cabo Frio, a cidade praiana dos mineiros é hoje uma metrópole importante para a região, seu crescimento é nitido assim como todos os problemas de um grande centro. A partir de hoje Cabo Frio se torna base para as visitas as cidades vizinhas.
São Pedro da Aldeia cada vez mais próximo de Cabo Frio, o trecho é rápido até a casa de Azulejos, famosa residência pelo fato da princesa Isabel ter feito dali pouso em uma viagem, a cama quebrada resiste no quarto húmido no centro da casa. São Pedro da Aldeia é uma cidade que flui a passos lentos, no ritimo de interesses de algumas familias.
Retorno á cabo Frio, no canal festa Portuguesa na cidade chuva e a procura por um kibe árabe único estava cansando, ja desistindo quando a resposta de um grupo de pessoas foi positiva mostrando que estávamos próximos do esperado kibe. Casa aconchegante, decoração legitimamente árabe, chegamos e tiramos o sossego da Vovó que conversava, muitos minutos depois adentra a sala eles os quatro kibes lindos e cheirosos, acompanhados de uma pequena baratinha que com agilidade fugia dos tapas da Vovó, que rapidamente soltou os kibes na mesa e tratou de sacudir a bandeja espantando a pequena. O desejo pelo kibe era tanto que a presença da francesinha passou desapercebido, álias ela deve fazer parte do sabor único.
Manhã do dia quatorze com notícias sobre as fortes chuvas, de dentro do quarto escuro não dava para imaginar tais chuvas e muito menos as previsões para os dias seguintes. A tarde chegou no mesmo “bode” da manhã, hoje a estrada é sentido Araruama, cidade bagunçada com pessoas interessadas em sua memória prontas para produzir cultura. Na volta a Cabo Frio breve parada na Casa de Azuleijo em São Pedro da Aldeia para a primeira sessão do Cineclube Apoena (quem encherga além), depois poucos quilômetros até Cabo Frio onde a noite estrelada ia contra as previsões torrenciais.
O dia quinze de novembro da república começa à tarde depois de uma sessão de sonoterapia, dia ensolarado a caminho de Arraial do Cabo cidade veraneia de belas paisagens, com suas ruas cheias lembrando a década de oitenta. Retorno calmo pelas dunas até Cabo Frio com suas ruas cheias para a festa Portuguesa, um rápido lanche e voltava para a sonoterapia.
Dia dezesseis começa ensolarado contrariando todas as previsões, após o café inicia mais uma sessão de sonoterapia. Logo chegava a hora de arrumar a mochila, hoje a reunião é na própria Cabo frio na casa quinhentos anos a beira do canal onde também acontecia uma exposição cartográfica. Na sala ao lado um inusitado professor de modelo e conosco a última reunião desta viagem.

Logo estariamos na estrada observando o pôr do sol e com o carro florido como não tinhamos visto até aquele momento, parada estratégica para o pão com linguiça e já eram quase meia noite quando se concretizava a volta na porta de casa.
Nesta rota do Brasil Observar a Diversidade, incentivar a Autônomia fazendo com que todos se tornem Protagonistas para a formação eficiente de rede, foi o aprendizado que ficou.
Ciclo Expedição
3 Junho, 2008
A cicloviagem é uma das formas de se propagar a ciclocultura. O sol, a lua, o vento, o frio, as calmarias são horizontes a se percorrer e observar os meios, dominar o cansaço, saber aproveitar as condições do tempo é a receita para se alcançar o planejado.
Quilômetros através de estradas, sobre duas rodas a propulsão humana e interagindo totalmente com o caminho, o ciclista se torna parte da paisagem que passa continuamente. Segue, a baixa velocidade, registrando tudo, como os antigos exploradores que se expunham ao inesperado e com isso desvendavam um novo mundo e novas rotas.
Projeto Rotas do Brasil
16 Maio, 2008
Reviver as rotas de importância histórica e cultural, registrar e compartilhar a memória e ciclocultura é a proposta do projeto Rotas do Brasil.
Rotas percorridas por antigos expedicionários ou simplesmente homens em busca de novos conhecimentos e oportunidades, personagens importantes, porém pouco conhecidos popularmente, mas que enriquecem os acervos de museus, fundações, hortos e instituições científicas no Brasil e no exterior.
O projeto busca revelar esses personagens e mapear suas rotas em seu momento atual através das pessoas, memórias, culturas, economias, o meio ambiente e questões sociais presentes nos caminhos.
Além da importância de resgatar a história da ocupação do Brasil a partir do ponto de vista de antigos viajantes, esta ação terá como resultado uma descrição cartográfica, visual e audiovisual dos ambientes percorridos por cientistas e viajantes que mapearam o território brasileiro.










